Afluente
Enquanto teço o vazio
Suave dos sentimentos,
Um passarinho solteiro canta,
Na minha saudade canora.
A minha solidão fluida
Solta o rumo na sua mansa enseada.
Minha paixão de pedra
Quebra nos seus murmúrios sincopados.
Meu frenesi de sândalos
Evola em suas ondas insinuantes,
E o vento acalanta
Seus olhos negros.
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