quarta-feira, 23 de julho de 2025

 

Afluente


Enquanto teço o vazio


Suave dos sentimentos,


 Um passarinho solteiro canta,


Na minha saudade canora.


 A minha solidão fluida


Solta o rumo na sua mansa enseada.


Minha paixão de pedra


Quebra nos seus murmúrios sincopados.


Meu frenesi de sândalos


Evola em suas ondas insinuantes,


E o vento acalanta


Seus olhos negros. 

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