sábado, 21 de março de 2026

 Insensatos

 

No refúgio das horas,

Dissimulados

Entre sombras fraudulentas.

 

Remissos

Nas margens letárgicas

Da sarjeta do tempo.

 

Suprimidos

Nas nervuras vulneráveis

Da indolente rotina.

 

Genéricos...

Pensam...

Na pluma da penumbra 

 Imos

 

Nos meandros

Esconsos

Dos escombros.

 

Na solidão

Sólida,

Das catacumbas

Cálidas.

 

No estrago

Estático,

Dos abissais

Abismos.

 

Jaz

Jaspera,

A chasca,

Chama 

quarta-feira, 23 de julho de 2025

 

Afluente


Enquanto teço o vazio


Suave dos sentimentos,


 Um passarinho solteiro canta,


Na minha saudade canora.


 A minha solidão fluida


Solta o rumo na sua mansa enseada.


Minha paixão de pedra


Quebra nos seus murmúrios sincopados.


Meu frenesi de sândalos


Evola em suas ondas insinuantes,


E o vento acalanta


Seus olhos negros. 

Estranho

 

Estranho...

Aquele entra e sai...

Entre a saia...

 

sábado, 25 de maio de 2024

 Brevidade

 

Quando eu era criança,

 

Brincava de esconde-esconde

 

Com a vida.

 

Agora que estou velho,

 

Eu brinco de esconde-esconde

 

Com a morte.

terça-feira, 5 de março de 2024

 

Indiferença 

 

E a lua  

Cheia. 

Sirigaita que no céu 

Alteia. 

 

Porque avulta 

A sombra oculta,  

E não clareia. 

 

Minha cidade, 

Minha beldade, 

Que aqui passeia. 

 


 

Ociosidade 

 

 

 

Depenado 

As asas 

Do tempo. 

 

Para encontrar 

O tempo 

Perdido. 


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